22 de maio de 2012

Não é não, não é talvez.

Lembro de ter escrito isso em algum lugar para que meu cérebro entendesse quando a razão do meu afeto  dizia não, claramente, e eu, emocionalmente, traduzia para "um dia, quem sabe, talvez".

Entendo também que enquanto você teve consideração, eu alimentava as minhas esperanças. E, por isso, talvez, o seu ponto final com roupa de ponto de interrogação não fosse falta de consideração e sim, mais consideração ainda. Porque só dessa forma pude melhorar do meu momento freak. Ok, eu conheci o que há abaixo do fundo do poço, mas olha que novidade, ninguém morre de amor.


Tem um trecho do livro The Ballad of Sad Café da Carson McCullers que eu cito há aaaaanos (e nunca lembro de procurar pelo livro inteiro.rs) que diz:


"O amor é uma experiência conjunta entre duas pessoas (mas isso não significa que é uma experiência parecida para as duas pessoas envolvidas). Existe o amante e o amado, mas esses dois vêm de países diferentes.

(...)
O valor e a qualidade de qualquer amor é definido só pelo amante. É por isso que muitos de nós preferem amar do que ser amado. Quase todo mundo quer ser o amante.
(...)
O amado teme e odeia o amante e com a melhor das razões. Pois o amante está sempre tentando desnudar quem se ama. O amante deseja qualquer possibilidade de relação com a pessoa amada, mesmo que essa experiência possa lhe trazer apenas a dor".


Por que isso, agora? É porque parte de mim, entende você melhor agora, que outro moço apareceu de paraquedas, direto do túnel do tempo.


Não fazia sentido quando a certeza da sua reciprocidade era presente em minha mente fértil. Não fazia sentido quando pra mim, era tão óbvio que "fomos feitos um pro outro".

Faz sentido agora que me vejo em situação semelhante. Não é que eu queira o outro moço mal, não é que eu tenha jogado no lixo tudo que vivemos. Mas é que não dá pra ter certeza de que o que você diz, vai ser interpretado da forma como você gostaria. Que não é não e não talvez.

Eu corri o risco e parte de mim se arrepende pelo motivo acima citado. Mas a parte que sente o peso das costas ir embora é muito maior. Tive a oportunidade de ouvir e de falar e o aprendizado da vez é: pedir perdão/perdoar não tem prazo de validade. Faz bem mesmo após uma década.

Beijos,
Betty.


3 comentários:

Jessie Miranda disse...

Viver os dois lados da moeda, nos ajuda a entender muitas coisas...

Acho que estamos vivendo (ao mesmo tempo) um periodo de fichas caindo BettyFlor.


Beijo!

Malu disse...

exatamente isso, abriu bem o meu leque de pensamentos.

Cair a ficha é bom. Eu prefiro todas na mesa pois gosto muito de saber onde estou pisando. :))

Beijos!!

Jessie Miranda disse...

Elas caem como se fossem comprimidos, esses enormes que engolimos a seco, e que muitas vezes até machucam e ficam um tempo entaladas, mas sabemos que é para sarar o que está doente.

;)