4 de junho de 2008

Valores

Me lembro de, em algum momento da minha vida, acreditar piamente que eu seria uma mãe legalzona, dessas que entende as coisas da filha. Mãe-amiga, solidária e compreensiva. Lembro também de pensar...por que minha mãe não entende?? Ela não teve adolescência?!? e muitas outras questões ligadas ao gênero.

Em outra fase, essa não muito distante, lembro de acreditar que os "tempos mudaram". Enxerguei a inevitável diferença de gerações que me separaria dos meus filhos. Mas eu ainda seria a mãe legalzona, mãe-amiga, solidária...talvez não tão compreensiva.

Hoje em dia, tirando a minha baixa fé de que terei filhos um dia, eu acredito piamente que vou ter problemas com eles. Vou tentar ser legal, mãe-amiga (se eles deixarem.rs), solidária e sei que muitas e muitas vezes não serei nada compreensiva. Não porque me tornei insensível...mas porque não vou compreender, de fato, a maioria das atitutes e escolhas deles.

As mocinhas de hoje (hauhauha...mocinha é tão coisa de tia) viraram homens!!! O QUE?!? Opa, homens! Pelo menos, no conceito torto de que, por conta dos "direitos iguais" se ele pode, eu posso. Moral da história, quantidade é melhor do que qualidade e trair não é nada demais.

Dou até parabéns pra algumas atitudes quando penso: já que homem faz, que bom que tu faz também ao invés de ficar chorando em casa.

Mas, PÁRA TUDO! O "certo" seria ninguém fazer. Não é? É?

Sou só eu, ou vc também fica preocupado e confuso com a atual inversão/distorção de valores (ou com a falta deles)?

É, pensando bem, satisfeita serei se - mesmo sendo chata, mãe-mãe e incrivelmente incompreensiva - conseguir transmitir valores pros meus filhos. No fim das contas, é isso que faz a diferença, não?

Beijos.

Um comentário:

Alisson disse...

caí aqui por acaso.
sempre acabo esbarrando no blog/fotolog/orkut/flickr/sabe-lá-deus-o-que do pessoal da UEL por acaso (sei lá, será que sinto saudades de casa, tipo... a casa que escolhi?!)
enfim... seu post foi uma das melhores coisas que vi alguém dizer nos últimos tempos, o mundo tá danado mesmo!
lembro até hoje de um texto que rolou na aula de sociologia chamado a "feminilização do trabalho", falava sobre a necessidade dos homens raciocinarem sob a ótica feminina em algumas situações e tal... pois é, parece que o tiro saiu pela culatra! o que acabou acontecendo foi o que você disse, uma masculinização da mulher, uma pena.
espero que o mundo real não esteja te sacaneando.
se cuida filhota.